sábado, 2 de janeiro de 2021

"Família": uma escrita terapêutica (trans) dadaísta

 No dia 22 de janeiro, eu vou ensinar no canal Hubert Sildely (antigo HSL Mídia) como se faz um poema (trans) dadaísta para fins terapêuticos. Não percam!

Eis o poema: 




domingo, 20 de dezembro de 2020

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Mais um (trans) dadaísmo

Algumas regras didáticas a serem seguidas: 
01. ponha a gravação (qualquer uma);
02. colete as palavras na ordem em que aparecem, anotando-as em cada cartão colorido a seguir; 
03. embaralhe os cartões e ponha-os no pote; retire um por um e escreva a palavra de modo que se forme o seu prosema; 
04. o texto - "O barro sem alma". 

     CHAVES do BARRO sem ALMA estão no ALÇAPÃO. Tenha CALMA, pois a SACOLA está nas         PORTAS da I LUSÃO sem PÃO e MÃO.



Clique na imagem abaixo e confira a produção original!

 

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

sábado, 12 de dezembro de 2020

Escritos: (não) (des) acreditar.

Escritos de 12 de dezembro de 2020

Por Humberto Silva de Lima

Cá estou, ainda em plena pandemia do coronavírus, cujo lexema ainda é um enigma sanitário para o mundo, escrevendo em uma prosa poética de ênfase ou denúncia. Falo daqueles que insistem em não acreditar e desacreditar.

A língua por si só poderia explicar isso. Eu acredito e acredito, porque sou polissêmico, assim como a língua. Também são polissêmicas as pessoas teimosas, repetidoras de Fake News, cujo conteúdo tem levado à morte muitos. Inocentes ou não, todos têm o direito à saúde e não ao descrédito por não acreditarem na ciência. Nesse descrédito, eu não me incluo. 

Se eu acredito e não desacredito, estou ao lado dela. Caso contrário, ajudo a cavar um túmulo e, com toda a certeza, passo a ser o coveiro moral.

O Brasil é o último em quase tudo. A escravidão não foi um mero detalhe econômico no nosso país: criou uma linguagem social, e isso nos trouxe gravíssimas consequências. Uma delas está aí: fortalecer aqueles que não acreditam e desacreditam. Não acreditam na e desacreditam a falta de liberdade à vida. Estar em casa fazendo home office é uma liberdade à vida; forçar o trabalhador a pegar um trem lotado é anular a vazia Lei Áurea.   

Estamos cercados. Estamos órfãos. Tenho a minha fé e rogo a Jesus que interceda por nós. Mas não nos calemos. O “cálice” não pode ser ressuscitado nesse contexto de tamanha infâmia. O prefixo de ‘descrédito’ ganha duas mortes em meio à vida de quem a enuncia, porque não é possível viver sem ser político. Estamos observando somente atitudes, até porque devemos amar os nossos inimigos.

Querem que eu não acredite e desacredite. Se eu aceitar tais atitudes, como morrerei em paz? É neste país que morremos aos poucos, por falta de leitos, por falta de uma vaga. Quem pode nos valer? Na minha opinião, só Deus, em quem acredito e firmo a minha esperança.

Não se trata de religiosidade. O pouco que aqui escrevo é literatura. É a minha proposta de intervenção diante desse cenário político a que assistimos, cenário que mais parece um joguete.

Não temos culpa se um quase morreu por assassinato. Esse alguém não pode imputar esse pecado a uma nação inteira. Ninguém é obrigado a responder da mesma maneira. Essa prosa é um absurdo diante de discursos que desmerecem as minorias por meio de um “E daí?”

Mesmo assim, a História está sob controle, desde que também façamos a nossa parte.

 


terça-feira, 24 de novembro de 2020

MEMÓRIAS DE UMA NOVELA E CONGÊNERES / EMPLACADAS POÉTICAS (OBRAS (IN)COMPLETAS)

 Segue o link de acesso às obras Memórias de uma novela e congêneres e Emplacadas Poéticas: 

PRODUÇÕES LITERÁRIAS

Clique nesses títulos e desfrute as sendas da literatura. 

sábado, 21 de novembro de 2020

Poemas? Tudo se questiona, porque tudo é arte.

 Meus poemas produzidos durante a pandemia. 

Datas: 20 de novembro de 2020 e 21 de novembro de 2020. 

Todos os direitos reservados. 





A literatura é um remédio: 

Vamos ao poema "Para fazer um poema dadaísta", de Tristan Tzara. Com esse poema "molde", fiz o meu usando potes coloridos e sorteei palavras avulsas. Fiz algumas pequenas modificações na composição do meu poema dadaísta. 

Para fazer um poema dadaísta

Pegue um jornal.
Pegue a tesoura.
Escolha no jornal um artigo do tamanho que
você deseja darão seu poema.
Recorte o artigo.
Recorte em seguida com atenção algumas palavras que formam esse artigo
e meta-as num saco.

Agite suavemente.
Tire em seguida cada pedaço um após o
outro.
Copie conscienciosamente na ordem em que
elas são tiradas do saco.
O poema se parecerá com você.
E ei-lo um escritor infinitamente original e de
uma sensibilidade graciosa,
ainda que incompreendido do público.

Tristan Tzara. In: Gilberto Mendonça Telles. Vanguarda Europeia e Modernismo Brasileiro


Outro poema dadaísta. Mas esse merece uma pequena atenção didática. 
Vamos supor que esse poema seja objeto de análise em uma prova da Educação Básica. Tomando como base a diferença entre morfemas lexicais, morfemas gramaticais e outros elementos linguísticos, como esse poema ressignifica a proposta de Tristan Tzara? 


E agora vamos ao meu diário. Não o transcreverei como um todo, mas só a parte em que me considero vivo neste mundo. 

Hoje acordei pensando no meu pote chamado "Artes". Eu gosto de escrever em papéis e colocá-los em potes organizados. Parece que a minha vida, que para mim é hermética, é organizada em moldes, etiquetas, caixinhas ou em simples potes (material de pesquisa, estudos diversos ou produções artísticas). Mas eu quero falar dos meus poemas nada convencionais que venho escrevendo e guardando nesse pote de "Artes". Eu os escrevo e os leio. Penso. Reflito. Esqueço da vida. Como dizia Clarice Lispector, a gente vive quando produz. Agora eu não me considero morto de corpo e alma. A arte me devolveu a vida, graças a Deus. Mas eu queria ser lido, debatido, confrontado. Escolho as melhores artes e ponho em algum lugar desse mundo virtual. A arte me dá voz, já que fui calado pela outra vida. Talvez essa seja a oportunidade que me ensinou a psicóloga. E esse fluxo de pensamento é o que me faz feliz e vivo, porque eu vivo a arte de mim mesmo. 

Estes poemas estavam perdidos. A vida pandêmica os encontrou: 

Um vídeo que gravei sobre "Memórias de uma novela e congêneres" em 2018: 


Espero que a arte toque o coração de vocês, hoje e sempre!