A análise crítica do discurso (ACD) compreende as figuras de linguagem não como meros recursos estéticos ou ornamentos estilísticos da fala, mas como estratégias linguístico-discursivas carregadas de intencionalidade ideológica e poder. Ao operarem na seleção e na combinação das palavras — como na naturalização de desigualdades por meio de metáforas, no apagamento de responsabilidades via eufemismos ou na amplificação dramática de consensos pela hipérbole —, as figuras moldam ativamente a cognição social e constroem hegemonias. Dessa forma, a ACD desvela como o tropo figurativo atua na legitimação de estruturas de dominação, transformando visões de mundo contingentes e parciais em verdades aparentemente neutras, universais e de "senso comum".
Veja algumas figuras de linguagem (clique na imagem abaixo - fonte: Professor Jotta Rocha).









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